Não sou socialista, não o sou por convicção ideológica independentemente dos que representam o socialismo em cada momento e que me podem merecer maior ou menor simpatia. Fui contra inúmeras medidas tomadas pelo anterior governo, queixei-me da arrogância e da prepotência, das medidas e das políticas, fiz coro com a oposição de todos os quadrantes, inclusivé os da esquerda (embora menos, confesso). Simplesmente, desde que o governo entrou em minoria e apesar de serem as mesmas caras tenho dado razão ao executivo em mais vezes do que seria de esperar. O primeiro-ministro na anterior legislatura tinha um rumo, uma ideia de país, discutível mas coerente e depois da crise, das eleições e da minoria deixou de ter e ficou mais parecido com a oposição. Medidas avulsas bem mediatizadas como sempre e sem margem de manobra pra governar ou impor mais restrições e um país carente e carenciado que igualmente não sabe o que quer. Então o governo que confrontou tanto lobby agora estende a mão aleatoriamente a este e àquele, gastando o que não tem para ir gerindo a crise na esperança que ela passe como se fosse uma trovoada.
O desemprego e o sobre endividamento também não permitem fazer muito mais porque de facto a conjuntura é adversa e outros não fariam melhor. A melhor coisa que ainda resta ao governo e a todos nós é o discurso do optimismo e da confiança. Dá resultado e não custa dinheiro.
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