Boas notícias: Fernando Nobre é candidato e Belém e Paulo Rangel é candidato à\ liderança do PSD, são bons ventos de mudança que tornam possível saída do atoleiro moral e político em que estamos, dá uma esperançazinha, pequenina, é certo, mas suficiente para animar as hostes.
Notícias razoáveis: o Rui Pedro Soares demitiu-se da PT, Francisco Assis declara que o PS não fica no poder a qualquer preço(?)
Notícias más: Pinto Monteiro qualifica as escutas de "armadilha" e não explica cabalmente porque as mandou arquivar, o país está suspenso nesta treta das escutas e não se discute nada de importante.
Questões: Cavaco Silva morreu? Sócrates tem mau feitio? os jornalistas são cobardes?
Conclusões após ouvir os comentários na praça pública: A posição tem é inveja, Sócrates é o melhor primeiro ministro dos últimos vinte anos e a imprensa já não sabe o que é censura. E o povo é quem mais ordena e não gosta que lhe botem abaixo os eleitos.
Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010
Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
SONHOS
Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
Peidismo
A minha mulher tem toda a razão: a libertação de gases é a melhor manifestação de cumplicidade e de confiança entre um casal. Acrescento eu que o evento deve ser acompanhado, por parte do receptor do fenómeno químico, de uma verdadeira e sentida ausência de complexos face àquele troar dos canhões. Repare-se no cenário: a meio de um serão descansado, com a devida partilha do sofá, a nossa mão é meigamente tocada pela nossa companheira, ao que se segue um saboroso “querido… amo-te!”, finalizado com o ribombar do que julgamos ser a pior das trovoadas. O momento romântico não se quebrou, o stress de um dia de trabalho desvanece e ainda nos podemos sentir orgulhosos da tal cumplicidade única entre os dois que permite uma tão estrondosa bufa. É um momento especial, único e isto escrito sem qualquer ironia! E viva o peidismo!
Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
Há pessoas...
Ao longo dos anos, pelas experiências de vida com que nos deparamos, pelo legado de pais e avós e pelos próprios valores que assumimos para nós próprios, é assim como um melting pot que nos dá forma, que nos define enquanto pessoas. Adquirimos certezas, colocamos algumas dúvidas, enfim, construímos um mundo, o nosso mundo no qual nos sentimos tão bem... ou, pelo menos, assim pensamos. Porém, raramente, a vida prega-nos uma valente partida e faz estremecer ou até ruir aquele nosso mundo (até agora parece que estou a escrever algo profundo... não se deixem enganar!). Certo, podemos sempre optar mas estranhamente sentimo-nos impelidos a deixar cair a construção tão laboriosamente edificada pela incerteza, pela descoberta de algo novo. Há pessoas assim, têm uma maravilhosa capacidade (in)consciente de nos fazer questionar e partir à aventura, são arautos, não de destruição mas de regeneração. E nós, afortunados por esta benção, também podemos e devemos ser conscientes que não deixamos nada para trás, não perdemos o passado, não perdemos identidade...abraçamos, sim, um futuro, um novo e diferente futuro. Há pessoas assim e delas recebemos a revelação da vida, recebemos sentimento, vontade, um novo fulgor... amamos. Há pessoas assim, fazem-nos crescer e a melhor, a única maneira de retribuir é darmos na mesma medida em que recebemos. É uma vida de constante retribuição que nos alimenta e tu, só tu, és a origem!
STATE OF THE ART
E finalmente a tão esperada apresentação do orçamento para 2010. TGV e novo aeroporto não têm inciência especialmente expressiva em 2010, diz Teixeira dos Santos. What?
Défice previsto de 8,3% para 2010 ( será?), o de 2009 foi de 9,3% do PIB. Como é que se sai disto? Parcerias publico-privadas?
Taxa de desemprego de 9,8% e inflação prevista de 0,8% a contrariar igual deflação de 2009. Função pública sem aumentos, pudera.
Conclusão: este ano será tão mau ou pior que 2009 com a diferença que estamos mais endididados que há um ano atrás. Bom, as boas notícias é que, por ora, não haverá aumento de impostos, nem pode, a não ser umas quantas tributações autónomas. Já cá faltava.
Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010
Viva Chopin
Tenho para mim que, no que respeita à música, já nada permanece como antigamente. E por não permanecer quero dizer é tão mais difícil, hoje em dia, a música perpetuar-se e ultrapassar a barreira do tempo como a que ainda nos chega de há 100, 200 ou mais anos. Tornou-se um fenómeno de modas, fenómenos que, na sua maioria, desaparecem tão depressa como aparecem e muitos nem precisam de vocação ou talento... a tecnologia resolve! Não sabe tocar? Não faz mal, o computador toca pela pessoa. Desafina a cantar? Não faz mal, o afinador electrónico trata do assunto. Há por aí boa música? Sim, claro que há, mas ainda prefiro os antigos. Estes não eram apenas músicos, eram muito mais: podiam ser, por exemplo, um chef que nos delicia com uma qualquer iguaria. Eram mesmo muito mais: aquela peça não se resumia a uma soma de notas, eram ingredientes, eram sentimentos, uma história que nos é contada pelo compositor ou a liberdade de nós próprios criarmos a história que ouvimos. Era sabedoria, estudo, criatividade, drama, amor...uma vida que nos era dada a conhecer. Chopin era um destes e a vénia que lhe é devida só é possível na medida em que a sua obra for perpetuada. Obrigado Chopin!
Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
Ainda sobre os casais homosexuais, adopções por casais homosexuais, etc, costumava dizer um conhecido meu: " Dantes eram perseguidos, depois censurados, mais tarde tolerados, agora bem aceites. O melhor é irmos daqui embora antes que isto se torne obrigatório!". Lá chegaremos, meu caro, lá chegaremos. De facto o que se fez foi alterar e redefinir a noção de casamento para abranger casais homosexuais destruindo o conceito milenar de família assente em polos opostos e comlementares, uma visão da chamada natureza das coisas que se tem pela mera observação e common sense, e isto foi alterado porque uns quiseram e outros patrocinaram, praticamente sem aviso prévio.
Muito bem, já têm o civil e as noivas de santo António, culturalmente próximo do casamento católico, o sonho gay de matrimónio elas de véu e grinalda e eles de fraque ou coisa que o valha. No fundo há aqui uma espécie de provocação, um desejo de ser "igual" quando se não é, é o "yes we can" do movimento gay, entre folclore e coisas sérias. Justiça é, no fundo, tratar o igual como igual e o diferente como diferente. Apenas e tão somente.
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